Duas Chances 11º Episódio

  
O sol estava começando a nascer, e a família estava toda ao cemitério...

Ricardo: a cena que aconteceu há 10 anos está voltando em minha mente.
Alzira: minha filha agora meu marido, não estamos numa maré boa.
Paula: ainda mais quando, os dois foram brutamente assassinados.
Ricardo: a Ana, não foi bem assassinada, alguém sabotou aquele barco.
Alzira: alguém não, A Letícia sabotou. E só em pensar que é nesses meses agora que ela será solta. Arrepio-me.
Paula: mamãe não se preocupe, temos que cuidar do enterro do papai, eles sempre nos ajudou quando precisamos. E agora quando ele precisa de nós onde está nossa ajuda?
Clotilde: meninos venham aqui. Temos comida.
Ricardo: sua irmã não pode ter melhores ideias?
Alzira: ela deve ter algum distúrbio mental.
Paula: vamos falar do papai, ele foi tão cedo.
Ricardo: ele sempre me apoiava nas decisões que eu precisava tomar.
Ana V: eu amava o vovô, ele era muito especial para mim.
Paula: ele era especial para todos querida.

O corpo é enterrado, todos começam a chorar. Mas eles têm uma surpresa arrepiante...

Alzira: tire essa, psicopata do enterro do meu marido.
Sérgio: acho que vocês devem ouvir o que tenho para falar.
Ricardo: ouvir o que? Ela matou minha mulher, e ainda queres que a gente ouça vocês?
Paula: deixem eles falarem, se não fosse importante. Eles não teriam vindo de Florianópolis para cá...
Sérgio: chegou uma correspondência para mim, e percebi que seu marido também havia sido assassinado. Então juntamos as amostras e percebemos que a mesma pessoa que matou seu marido matou sua filha?
Alzira: e então, o que é essa vadia está fazendo solta?
Sérgio: junte os fatos, ela estava presa como ela poderia matar sue marido? Não há como.
Ricardo: isso é estranho, quer dizer que a Letícia não é culpada?
Sérgio: correto...
Ricardo: Letícia perdoe-me.
Letícia: você não sabe como foi viver dez anos, atrás de uma cadeia. Sem saber da vida aqui na rua, tendo a família contra si. Por causa de um crime que você não cometeu.
Ricardo: entendo, mas desculpe? Eu estava sem cabeça naquela hora?
Letícia: que hora? Quando você me mandou para cadeia, ou até 5 minutos atrás que não sabia que eu era inocente?
Alzira: cometemos um erro, nós sabemos. Mas não nos trate assim...
Letícia: além de me mandar para cadeia, querem que eu seja a babá? Não estão pedindo de mais.
Paula: sempre ouvi elogios de você, que era doce, carinhosa.
Letícia: eu era, a cadeia me fez madurar. Saber quem sou eu mesma. E o que eu quero é vingança, mas posso garantir. Não vou precisar matar, ou mentir para alguém ir a cadeia.
Paula: você é estúpida.
Letícia: você que é. É idêntica a uma pessoa que mereça viver. Mas não viveu.
Sérgio: Letícia, entendo que está com raiva de ter sido, machucada por dentro. Por esse tempo na cadeia.
Letícia: aquilo não me machucou, me matou. Não tenho mais alma.
Alzira: você me dá medo...

Continua...

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