Duas Chances 3º Capítulo

Doutor: ele não teve culpa, alguém sabotou a lancha. E a tempestade arruinou tudo.
Alzira: como você tem certeza disso? Se o inquérito teve início hoje pela manhã só. E ele pode ter jogado a minha filha no mar, e pego o boat que estava em outro lugar.
Ricardo: eu não teria coragem de fazer isso. Ela era minha esposa, ela estava grávida de uma filha minha.
Alzira: e essa filha sobreviveu, não conseguisse matar ela?
Ricardo: não matei ninguém, nunca seria capaz de matar alguma pessoa. Imagina minha mulher e minha filha.
Alzira: você matou minha filha, seu estúpido. (começa quebrar os vasos do hospital)
Doutor: enfermeiras levem essa mulher ao centro psiquiatra.
(elas levam Alzira)
Ricardo: acho que minha vida não será a mesma a partir de hoje.
Doutor: claro que não, quando o inquérito ser fechado, você saberá que é inocente.
Ricardo: mas essa justiça no Brasil, peca muito na demora.
Doutor: mas o senhor está pagando tudo. Gente que tem dinheiro nesse país vai pra frente... Quanto menos o senhor espera, aparecerá aqui.
Ricardo: tomara que o senhor esteja certo.
Doutor: coitada, da sua filha. Viu tudo que aconteceu aqui agora. Mas ela já tem um nome?
Ricardo: sim, Ana Vitória. Ana pela minha mulher e vitória pela vitória que ela está tendo em viver.
Doutor: belo nome Ricardo.
Ricardo: mas doutor. Como é o sue nome?
Doutor: chamo-me Lucas. Doutor Lucas.
Ricardo: prazer então. Quando que minha filha sairá daqui Lucas?
Lucas: em breve...

Os médicos de perícia vão até o hotel de Letícia, falar com ela...

Sérgio: olá, poderia falar com Letícia?
Letícia: sou eu mesma. Podes falar...
Sérgio: eu sou da Polícia Criminalista, e queria fazer uma investigação no seu hotel. Poderia?
Letícia: Claro, me siga que te levo ao quarto deles.
Sérgio: ótimo.
Letícia: sabia que a Letícia, era muito adorada por todos aqui em Florianópolis.
Sérgio: sim, mas ela era o que mesmo?
Letícia: ela era bailarina, dançava tão bem. E assim ajudava todos, ela era tão boa.
Sérgio: mas eles moravam aqui em Florianópolis?
Letícia: sim, claro. Eles adoravam isso aqui. Mas quem não gosta de Florianópolis?
Sérgio: mas se eles moram em Florianópolis. O que eles estavam fazendo num hotel na cidade onde eles moram?
Letícia: Ana e Ricardo eram um casal que ajudavam a todos, e às vezes eles se cansavam e procuravam um refugio, e aqui eles passavam um bom tempo descansando. Chegamos ao quarto.

Sérgio, começa afazer os exames dentro do quarto. E percebe que não há nenhuma prova que alguém sabotou o barco, então Letícia o convida para ir ao quarto dela conversar um pouco...

Sérgio: e você mora aqui?
Letícia: moro aqui mesmo nesse hotel que eu construi. E espero não sair tão cedo daqui...
Sérgio: estás de parabéns, ótimo hotel.
Letícia: queres algo para beber? Água, refrigerante, café?
Sérgio: deixe que pego para vocês. Preciso exercitar o meu lado de cavalheirismo.
Sérgio Vai até a cozinha, e vê um galão de gasolina cheio e uma mangueira em cima da pia de Letícia...

Sérgio: o que este galão de gasolina cheio e essa mangueira?
Letícia: isso não é meu, eu juro que não é. Por favor acredite em mim...
Sérgio: eu não acredito, mas veremos se o delegado acredita. Você está presa por matar uma pessoa. E tentar matar outras duas.

Continua...

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