Era de manhã, e o enterro começa. E a tristeza tomava conta de todos...
Clotilde: meus sentimentos para você e sua família, sentimos muito.
Ricardo: eu sei tia, muito obrigado
Clotilde: onde está minha irmã?
Ricardo: Alzira, não passou nada bem esses dias. Mas deve estar chegando
Chega Alzira com seu marido Marco.
Alzira: assassino. Sim, quero que todos que estão aqui saibam: Ricardo matou sua mulher, minha filha. Ana.
Ricardo: quantas vezes terei que repetir, não matei a sua filha. Eu a amava.
Alzira: Mentira. Você a odiava, só fingia gostar dela. Você é falso.
Marco: você está descontrolada, acalme-se.
Alzira: não encoste em mim. Estou com raiva de você, você está ao lado dele. Marco: não é isso, é que ele está com a verdade.
Ricardo: Alzira, você está louca. Estavas num hospício até agora, e queres vir com essas criticas a mim. Eu amava a sua filha, e ela estava grávida de mim.
Alzira: mais uma mentira, ela poderia estar grávida de você. Mas poderias ter abusado dela. Se você é capaz de matar uma pessoas, abusar é fácil.
Ricardo: Chega. Se você pensa que eu sou assim, continue pensando. Mas eu sei de uma coisa que a senhora não sabe: eu não matei sua filha, e você terá que entender.
Marcos: Sou obrigado te levar de volta a clínica, e vais perder o próprio enterro de sua filha. Agora estás feliz?
Alzira: desculpa, eu estou descontrolada pela morte da Ana.
Marcos: eu te dei uma chance. Mas você não soube aproveitar isso. Espero que sua filha não tenha vergonha de você.
Alzira: não fale assim, ela sabia que eu a amava.
Marcos: você falava isso, é diferente de mostrar. Me arrependi de ter casado com você logo após o casamento.
Alzira: sem mim, você não teria essas duas lindas filhas que tem.
Marcos: Cadê a minha segunda filha linda? Você a estragou, mimou ela demais. E nem está aqui no velório da própria irmã.
Alzira: não tenho culpa que você nunca gostou dela.
Marcos: eu a amo como filha, mas não tinha aquela mesma aproximação que tinha com Ana.
Alzira: que aproximação? Você só pensava, em viajar, trabalhar. Nem parava em casa.
Marco: com esse meu trabalho, eu sustentava você. Mas chega, cansei. Vou te levar para o hospício, e logo depois vou pedir a separação.
Alzira: faça isso, que sem mulher você vai ficar em uma mesa de bar, afogando mágoas.
Ricardo: desculpe-me interferir... Mas vocês estão brigando, no velório da própria filha de vocês. Não acham uma falta de respeito?
Marco: entendo completamente, vou levar ela de volta. Desculpe a todos.
Marco, pega Alzira pelo braço e a leva para o carro, a depois a deixa na Clínica Psiquiatra.
Ricardo: acho que temos um enterro para terminar. E mesmo assim peço desculpa a todos.
Clotilde: não se desculpe. A culpa é deles. E na verdade eles sempre foram assim.
Continua...
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