O assessor-cientista da agência nuclear da ONU (Organização das Nações Unidas), Graham Andrew, disse, durante uma entrevista coletiva em Viena, na Áustria, que "nenhum risco significativo para a saúde humana foi identificado até agora".
A AIEA e as autoridades japonesas estão efetuando medições de radiação não só na área do desastre, mas também além do raio de 20 km em torno da usina.
As medições do organismo em diferentes lugares, entre 30 km e 73 km de distância da central de Fukushima, mostram valores de 0,2 a 6,9 microsieverts por hora muito abaixo do considerado perigoso para os seres humanos.
Por outro lado, o porta-voz da AIEA expressou "séria preocupação" pela situação nas quatro unidades mais danificadas da central de Fukushima (1, 2, 3 e 4). A preocupação se deve à falta de dados confiáveis sobre o que acontece no interior dos reatores e nos reservatórios de combustível por conta da radiação, das altas temperaturas e da impossibilidade de restabelecer a corrente elétrica.
De acordo com Graham Andrew, só as unidades 5 e 6 da usina estão aparentemente fora de perigo imediato, já que estão inativas e resfriadas.
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