Duas Chances 12º Capítulo


Depois do velório, todos foram para casa...

Carlos: aquela senhora me dá medo.
Caio: deu-me vontade de fazer xixi quando eu vir ela.
Alzira: será que vocês nunca vão amadurecer?
Clotilde: pare de brigar com eles, eles são seus sobrinhos.
Alzira: sobrinhos. Eles não fazem nada, só ficam nessa cama.
Clotilde: eu até entendo que você esteja chateada pela morte de seu marido, mas não trate meus filhos assim...
Caio: não mãe, pare. A tia tem razão...
Carlos: nós nunca trabalhamos, acho que um dia isso chegaria.
Clotilde: viu o que você está fazendo? Meus bebês estão sendo maltratados.
Alzira: você está sobre o meu teto, então quem manda aqui sou eu. E posso fazer e falar o que e para quem eu quiser.
Clotilde: se o problema é um teto, estamos indo embora.
Alzira: não é isso...É que agora, com a morte de Marco, a gente ficará mais pobre. Receberemos somente a aposentadoria dele, então precisaríamos de dinheiro.
Clotilde: a minha irmã, porque não falasse antes. Eu coloco meus filhotinhos para trabalhar.
Alzira: então vamos comer se não a comida esfriará.
Caio: continuaremos unidos.

Na casa de Ricardo...
Paula: sentirei tanta falta do papai.
Ricardo: ele sempre foi mais um amigo meu, do que um sogro. Foi por ele que conheci sua irmã.
Paula: o problema que nunca fui muito apegada ao meu pai, a gente sempre se desentendia, e isso foi um dos motivos de eu ter ido passar uma temporada no exterior.
Ricardo: sue pai, me falava muito de você. Mas ele me falava de um jeito completamente diferente.
Paula: deveria falar de quando eu era má. Antes de eu ir viajar, eu era a irmã gêmea malvada, só que agora eu mudei. E estou do bem.
Ricardo: pelo menos isso, não é?
Paula: claro, mas quero esquecer o meu passado. Não foi muito bom.
Ricardo: sabe de uma coisa, eu tenho umas ideias para o nosso futuro, sabe.
Paula: conte-me algumas...
Ricardo: eu quero muito construir uma fundação chamada Ama, para pessoas carentes, e também as que não são. Mas com um propósito, mudar a vida das pessoas pela dança.
Paula: a Ana gostava muito de dançar.
Ricardo: sim, ela adorava e vivia daquilo. Você sabe dançar?
Paula: eu e Ana fomos fazer aula junto, mas ela sempre se destacava e eu sempre me ofuscava, então parei de dançar para não acabar fazendo alguma besteira, pois sempre fui relacionada à maldade.
Ricardo: mas mudasse, e venha aqui e me de um beijo.
(beijam-se)
Ricardo: você quer casar comigo?

Continua...

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