No capítulo anterior:
-Jana pede Alfredo em casamento e ele aceita.
-Olga descobre que Manu fugiu de casa.
-Joselita manda envenenar Paulo que morre.
Amanhece, pessoas nadam no mar, correm praticando exercícios, corpos malhados, homens jogando frescobol na praia.
Numa casinha Naninha veste sua roupa preta (luto) e sai de casa, atravessando a rua e todos olhando para ela. Na mansão de Alfredo:
Alfredo entra na sala com Garibaldi ambos se entreolham.
Alfredo- me desculpe por tudo isso que estou fazendo com você Garibaldi. Mas eu amo a Jana e não posso deixá-la.
Garibaldi- olha Alfredo, vá em frente não vou te proibir nada quem sou eu não é mesmo? Uma pobre caipira que ceio atrás do marido que o ama, pra agora estar passando o que eu estou, mas eu vou embora com o meu filho e você não me verá nunca mais nem seu filho, nunca mais Alfredo!
Alfredo- mas eu sou o pai, eu tenho todo o direito sobre ele.
Garibaldi- tinha, agora que me deixou eu serei pai e mãe dele. Eu sabia sabe Alfredo eu pressentia, antes de virmos para cá que algo não daria certo, mas não pensei que fosse uma coisa dolorosa, uma união de 11 anos dissolver agora assim tão rápido. E infelizmente aconteceu, eu e você estamos nos separando.
Alfredo- eu...
Garibaldi- e eu que ainda pensei que um dia iríamos voltar para aquela casinha só nossa, com o nosso cheiro... Com nossas lembranças de coração aberto e recheado de amor pra dar a você a ao nosso filo. E quando ele ele estivesse crescendo eu e você estaríamos abraçados no campo vendo ele correr pela plantação de trigo, com seus anos de juventude florindo sobre sua vida e nós dois envelhecendo juntos amando um ao outro e tendo a nossa vida de antes, e terminar a nossa vida juntos, para sempre. Para sempre.
Alfredo- você nem sabe como eu penso... Pensava nesse tempo.
Garibaldi- não, não pensa não Alfredo, seu coração fechou para o lado pobre, mas segura o taco, não é por toda a vida que temos dinheiro não. Repare que a vida é um livro e a cada dia que vem é uma nova página escrita pelo autor da criação, não é todo dia que podemos cometer um erro e depois ir concertar, por que aí pode ser tarde demais.
Alfredo- eu amo... Amava você, e não sei como fazer pra esquecer a Jana, eu estou dividido e não sei pra que lado escolher.
Garibaldi- escolha o lado que o seu coração escolher, por que ele sim pode dar a resposta do caminho certo, da escolha certa que você tem que fazer que cada um de nós tenha que escolher pra continuar a viver. Eu também te amei... Te amo e muito, e claro que por algum tempo eu ainda vou continuar te amando, mas com um tempo as feridas cicatrizam e não tem mais como voltar atrás, não tão fácil assim.
Alfredo- e o que vai fazer agora?
Garibaldi- voltar pra Minas Gerais, pra nossa, minha choupana, começar a viver a minha vida sem você apenas com o meu filho! Alfredo desejo a voce toda a sorte do mundo, que todos seus sonhos se realizem, seja feliz com a Jana. Alfredo me dá um último abraço?
Alfredo chora emocionado e abraça Garibaldi eles se beijam apaixonados, com o último beijo romântico deles, ao som de: THERE YOU’’ BE- Faith Hill, Garibaldi entra no ônibus e segue caminho de volta para a sua casinha em Minas Gerais, Alfredo sofre com a despedida...
Joselita dá para Laerte algumas notas de dinheiro:
Joselita- aí está meu amor, pra você gastar com o que você quiser, menos com mulheres que a única sua sou eu! Hum?
Laerte- pode deixar amor!
Garibaldi anda pelos caminhos percorridos antes, na montanha até que chega em casa... Pega a chave na moita e abre a choupana com poeira para todos os lados e teia de aranha... Garibaldi pega uma foto de Alfredo e dela na parede, mas ela rasga o lado de Alfredo e joga no fogo:
Garibaldi- a partir de agora, eu vou começar uma nova vida. Vou vencer!
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