O Santos foi vice-campeão Paulista daquela temporada, perdendo para o Corinthians em uma final marcada pelo brilho de Ronaldo. No ano seguinte, os jogadores lançados por Mancini transformaram o Peixe em uma das equipes mais vistosas dos últimos tempos. Os méritos ficaram, em sua maioria, com Dorival Júnior, mas o ex-treinador também quer o reconhecimento.
R7 – Vágner, como está a situação de sua carreira após o Guarani?
Vágner Mancini - Eu optei em dar uma pausa nos Estaduais e esperar o início do Campeonato Brasileiro. Já surgiram algumas equipes interessadas, mas estou na espera. Quando eu achar que existe alguma coisa que valha a pena, aí eu abraço novamente. Foi uma opção minha ficar parado. Eu estava com pendências familiares.
R7 – E o que significa alguma coisa que “valha a pena”?
Mancini - Eu não me iludo com parte financeira, nem com time. Você tem que ver para onde está indo. Se você é contra a demissão sistemática de técnicos, você tem que analisar bem, porque isso pode acontecer contigo. Não é com a equipe o problema, é com as pessoas que estão lá.
R7 – Você já sofreu bastante com saídas abruptas dos clubes...
Mancini - Eu sofri, viu! Tive passagens por algumas equipes nas quais, de repente, veio uma nuvem negra e me tiraram do comando. A gente aprende na vida. Ninguém tem certeza de nada, mas a gente tenta ao menos não errar tanto na escolha. Mas eu voltaria para esses clubes sem problema. O futebol te dá a chance de recomeçar. O mercado te mostra técnicos que saem de clubes e depois voltam em outras gestões e conseguem fazer um bom trabalho.
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